Apenas mais uma de Amor.



Ela sugeriu aquele bar de propósito. Sabia que ele estaria ali. E já imaginava que o encontraria acompanhado da nova namorada... 

Ele a viu assim que ela entrou com o acompanhante, mas foi discreto, fingiu não a conhecer, da mesma forma que ela o fez. 

De repente o celular dela tremeu... ah, aquele emoji... ela respondeu da mesma forma... na mesa, ela alegou uma indisposição gástrica e se dirigiu ao banheiro. Dessa vez ela o encarou durante todo o seu trajeto, sem nem disfarçar. Ele, tão cafajeste que é, se recusou a desviar o olhar... e é exatamente assim que ela gosta.

Que bom que a acompanhante dele, distraída com o cardápio, nem percebeu.

Enquanto lavava a mão no lavatório da área comum, ela sentiu que ele se aproximava, segundos antes de sentir a mão dele puxando seu braço e a levando para dentro do banheiro. Mal a porta foi trancada já estavam com as bocas coladas num beijo mais quente do que o inferno. 

Mãos subiam e desciam buscando a pele, o seio, o sexo. Sem nenhum pudor ela se agachou e abriu a calça dele para admirá-lo de outro ângulo, beijá-lo de outra forma. E ela não perdoa. 

Ao perceber que não ia aguentar mais, ele a agarrou pelos ombros, a rodou nos calcanhares, colocando-a de costas, levantou seu vestido e libertou o desejo dela que pulsava por ele. E fizeram o que eles fazem de melhor juntos: se permitiram ao momento de entrega total, com ele tampando a boca dela para que os ruídos não fossem além daquele cubículo.

Com um último beijo se despediram e voltaram cada qual para sua mesa como se nada de mais tivesse acontecido.

Ainda alegando uma indisposição sugeriu ao acompanhante que seria melhor voltar para casa para repousar e se reestabelecer. Saiu, mas não  sem antes dar uma última espiada por cima do ombro. Ele, com a cara enfiada no cardápio, ainda deixou transparecer um sorriso no canto de seus lábios.

(dezembro/2021)

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