Uma tarde
Eu te amo! Escapou assim, depois daquela foda fantástica. Pulou antes que pudesse ser engolido de volta. Loucura! Não pode ser amor! Assustada com suas próprias palavras, ela olhou para aquele rosto tão lindo, aquela barba tão bem aparada... ah, aquela barba... Ele cochilava. Entregou-se ao cansaço de dias de trabalho sem pausa. Loucura! Como seria amor? Ambos fugiam de um casamento relativamente feliz para se encontrarem quando o destino determinava que era hora, para se entregarem ao encaixe perfeito de seus corpos em busca do ápice do prazer. Sexo... desejo... satisfação... Era isso... só isso... Mais do que isso estragaria todos os momentos perfeitos, aquele 69 perfeito, aquele tapa na bunda perfeito, aquele puxão no cabelo perfeito... ah... Ela se aconchegou no braço dele, ele ressonava. Ela sabia que o amava. Mas sabia também que não era esse amor de posse, de ciúmes, de viver grudado e ter que saber o que o outro faz a cada minuto do dia. Era um amor diferente,...